Os bens de diretores são bloqueados
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- Diário Catarinense -
O atual diretor-presidente da SCGás, Ivan Ranzolin, o diretor técnico-comercial, Walter Fernando Piazza Júnior, e o ex-diretor presidente da empresa, Otair Becker, tiveram os bens declarados indisponíveis pela Justiça do Trabalho de Florianópolis.
A determinação do juiz José Ernesto Manzi atende pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) em ação de improbidade administrativa por denúncias de irregularidades na contratação de funcionários comissionados ao invés de aprovados em concurso público.
Na sexta-feira, a Justiça recolheu 10 caixas documentos e um computador da presidência, que indicariam irregularidades na contratação de funcionários.
A indisponibilidade dos bens, segundo a Justiça do Trabalho, visa a garantir supostos prejuízos que poderiam ter sido evitados aos cofres públicos se a empresa tivesse nomeado os candidatos aprovados no concurso de 2006 ao invés de ter mantido contratos com firmas de advocacia, empresas de terceirização de mão-de-obra, de engenharia e contratação de comissionados.
Presidente recebe notícia com surpresa
A notícia surpreendeu o presidente da SCGás, que foi notificado da decisão no final da tarde de ontem. Ele anunciou que vai nomear bens como a Justiça determinou, mas que vai contestar a medida por considerar que nunca praticou improbidade administrativa na empresa, onde ocupa o cargo de diretor-presidente desde o início de 2007 - a investigação do MPT vem desde 2002.
O procurador do MPT, Marcelo J. Ferlin DAmbroso, além da ação de improbidade administrativa, é autor de mais duas ações contra a SCGás e seus gestores pelo mesmo motivo. Para o procurador, ao deixar de contratar os aprovados no lugar dos comissionados, a empresa burlou a legislação e fez contratações ilícitas.