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Programa Trabalho, Justiça e Cidadania debate escolhas profissionais com jovens do Projeto Pescar

Debate com estudantes abordou diferenças entre CLT e trabalho autônomo no momento atual

Jovens do Projeto Pescar participaram nesta quinta-feira (5) de uma conversa sobre escolhas profissionais no mundo do trabalho, na Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, em Porto Alegre (RS). A atividade integrou o programa Trabalho, Justiça e Cidadania (TJC) e foi conduzida pela juíza do Trabalho Aline Fagundes.

O TJC é coordenado nacionalmente pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e, no Rio Grande do Sul, pela Amatra 4. Em 2026, o programa trabalha o tema “CLT: por quê? Para quem? Para quê?”, dialogando com debates atuais sobre formas de contratação e organização do trabalho no país.

Durante o encontro, foram discutidos conceitos relacionados à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e ao trabalho autônomo. A proposta foi estimular os participantes a refletirem sobre as características de cada modelo de atuação profissional e sobre a importância da informação na tomada de decisões sobre carreira.

Para tornar a conversa mais dinâmica, a magistrada convidou alguns estudantes a representar papéis como empreendedor, sócio, empregador e empregado. A partir dessas situações, foram apresentados exemplos práticos que ajudaram a explicar as diferenças entre as relações de trabalho. Os participantes também compartilharam experiências e dúvidas, contribuindo para o debate.

O programa Trabalho, Justiça e Cidadania leva noções de direitos trabalhistas, direitos fundamentais, direitos da criança e do adolescente e direitos do consumidor a estudantes, principalmente de escolas públicas. Magistrados e profissionais do Direito participam das atividades por meio de cartilhas e palestras.

Já o Projeto Pescar oferece capacitação socioprofissional gratuita para jovens de 16 a 19 anos em situação de vulnerabilidade social. Com apoio de empresas parceiras, a iniciativa busca preparar os participantes para o ingresso no mundo de trabalho e para o desenvolvimento pessoal e cidadão.

Ao final do encontro, Aline destacou a importância de os jovens terem acesso a informações que ajudem na definição de caminhos profissionais. “Essa é a ideia que a gente quer passar. Na verdade, não importa qual é a escolha, se empregado pela CLT ou autônomo. É uma decisão profissional de cada pessoa. O importante é que elas estejam suficientemente informadas para que seja uma decisão qualificada, baseada no que realmente é melhor para cada uma”, afirmou.

A juíza também ressaltou que as escolhas profissionais podem mudar ao longo da vida. “Momentos diferentes da nossa vida podem nos levar para caminhos diferentes. Decisões podem ser revistas e ajustadas. E talentos distintos nos impulsionam para um lado ou para outro. Os jovens, tendo ciência de tudo isso, podem certamente fazer escolhas melhores para si”, concluiu.

A turma ainda participará de uma visita ao prédio da Justiça do Trabalho da 4ª Região na próxima segunda-feira (9), quando conhecerá o funcionamento da estrutura interna e poderá interagir com servidores e magistrados. A atividade integra a programação do programa Trabalho, Justiça e Cidadania.

Texto: Artur Chagas/ComEffective
Foto: Érika Ferraz/ComEffective

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